O colégio ficava num prédio muito antigo, de estilo português, com dois pisos. Incompreensível foi sua derrubada tempos depois. Relíquia arquitetônica, foi vendido e posto abaixo.
Aos sete anos, lá estava eu sentada em uma classe de madeira. Ela comportava duas crianças, e havia um pequeno orifício onde se colocava o tinteiro de louça. Numa canaleta entalhada descansava a caneta.
Era o primeiro ano. Ruth, minha quase-irmã, me acompanhou. A sineta soou para início da aula, e a tia Filhinha, nossa professora, começou a lição do dia. Pouco depois, Ruth errou uma das perguntas, e eu achei muita graça. Sentida, quase chorando, ela foi para casa que ficava a meia quadra da escola. Nunca mais voltou comigo à aula. Era ainda muito criança, não tinha idade para começar o Elementar.
Uma outra coisa que me vem à memória é o modus operandi da descida para o recreio. Os guris sempre chegavam antes ao pátio, porque, montados no corrimão, desciam escorregando. Dona Genésia, a zeladora, muito enérgica, advertia-os sem grande êxito do perigo da manobra.
Teria muitas passagens a narrar da vida escolar daquela época. Essas foram imagens marcantes.
É um tempo que já vai longe, tempo do Colégio Elementar Pereira Coruja de Taquari, anos 30.
Aos sete anos, lá estava eu sentada em uma classe de madeira. Ela comportava duas crianças, e havia um pequeno orifício onde se colocava o tinteiro de louça. Numa canaleta entalhada descansava a caneta.
Era o primeiro ano. Ruth, minha quase-irmã, me acompanhou. A sineta soou para início da aula, e a tia Filhinha, nossa professora, começou a lição do dia. Pouco depois, Ruth errou uma das perguntas, e eu achei muita graça. Sentida, quase chorando, ela foi para casa que ficava a meia quadra da escola. Nunca mais voltou comigo à aula. Era ainda muito criança, não tinha idade para começar o Elementar.
Uma outra coisa que me vem à memória é o modus operandi da descida para o recreio. Os guris sempre chegavam antes ao pátio, porque, montados no corrimão, desciam escorregando. Dona Genésia, a zeladora, muito enérgica, advertia-os sem grande êxito do perigo da manobra.
Teria muitas passagens a narrar da vida escolar daquela época. Essas foram imagens marcantes.
É um tempo que já vai longe, tempo do Colégio Elementar Pereira Coruja de Taquari, anos 30.
2 comentários:
A leitura nos leva longe, ao compartilhar suas experiências através da escrita deste blog, a senhora tem oportunizado a memória de cada um a remexer o passado e reviver cenas há muito vividas.
Fico esperando cada domingo para ler a postagem da semana,
Um grande abraço e obrigado por suas palavras(aliás) escritas...
Francilene
Dona Flávia, que lindo seu blog! Amei tudo, amei os textos e as fotos. Vou passar por aqui e deixar recado sempre que puder. Um abraço afetuoso.
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